Mestre Julia Isabel Nonato: a estrategista que está reposicionando a psicologia organizacional como ativo de gestão nas empresas brasileiras
GESTÃO DE PESSOAS | PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Fundadora da Tneuro Consultoria de RH especializada em neurociência aplicada à gestão de pessoas, a psicóloga, mestra e doutoranda alerta: com a entrada em vigor da NR-1 em 26 de maio, empresas que ainda tratam saúde mental como pauta de bem-estar estão a poucos dias de uma autuaçã
O Brasil encerrou 2025 com um número que mudou a conversa dentro dos comitês executivos: 546.254 trabalhadores afastados por transtornos mentais, o maior volume da série histórica do INSS. É como se o Maracanã fosse lotado seis vezes só com pessoas que adoeceram emocionalmente no trabalho. Ao lado desse dado, outro acende o alerta jurídico: a partir de 26 de maio de 2026, a atualização da NR-1 (Portaria MTE 1.419/2024) entra em fase de fiscalização punitiva e passa a obrigar todas as empresas com empregados CLT independentemente do porte, a identificar, avaliar e gerenciar formalmente os riscos psicossociais do trabalho.

É nesse cenário de virada regulatória e cultural que a Mestre. Julia Isabel Silva Nonato, psicóloga, mestra em Psicologia, doutoranda na área, gestora hospitalar, professora universitária e pesquisadora dos processos de saúde e adoecimento no âmbito laboral, vem se consolidando como uma das vozes mais técnicas do centro- oeste sobre o tema. À frente da Tneuro – Consultoria de RH, consultoria que ela mesma fundou e que aplica neurociência à gestão de pessoas, Julia tem ajudado lideranças a sair do discurso genérico de “bem-estar” e entrar em algo mais cirúrgico: diagnóstico, estratégia e indicadores.
“Saúde mental no trabalho deixou de ser pauta de RH para virar pauta de board. O que está em jogo não é mais clima organizacional, é passivo trabalhista, produtividade, retenção e, sobretudo, o cérebro humano operando sob estresse crônico. Empresas que não diagnosticam isso com método estão decidindo sem indicação”
— afirma a Ms. Julia Nonato.
Por que a neurociência mudou o jogo do RH?
A formação de Julia explica a abordagem da Tneuro. Além da Psicologia, do mestrado e do doutorado em andamento, ela acumula pós-graduações em Psicologia Organizacional, Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico, Gestão de Projetos e Gestão da Qualidade e Auditoria, além de atuação como gestora hospitalar, ambiente em que decisões sobre pessoas têm impacto imediato sobre vidas. Essa combinação é o que permite à consultoria entregar algo que poucos players do mercado oferecem: leitura clínica do comportamento somada a método de gestão.
Na prática, isso significa traduzir achados de neurociência, como o impacto do cortisol crônico na tomada de decisão, o papel da segurança psicológica no desempenho de equipes em ações concretas de gestão: redesenho de jornadas, calibragem de metas, formação de líderes, mapeamento de fatores de risco psicossocial e construção de indicadores que conversam com o PGR.

O custo que está saindo do invisível
Os números que sustentam a urgência são públicos. Segundo a OMS, ansiedade e depressão fazem o mundo perder cerca de 12 bilhões de dias úteis por ano, com impacto econômico estimado em US$ 1 trilhão. No Brasil, levantamento da ANAMT a partir de dados do INSS mostra que os afastamentos por transtornos mentais praticamente dobraram entre 2023 e 2025. Especificamente para burnout, os benefícios concedidos saltaram de 1.760 em 2023 para mais de 6.985 em 2025, um crescimento que beira 300% em apenas dois anos.
Para Julia, esses números deveriam ser lidos como um sintoma, não como o problema em si.
“Quando uma empresa só percebe o adoecimento mental no momento do atestado, ela já perdeu duas vezes: perdeu a pessoa e perdeu a chance de prevenir. O lugar certo de olhar não é o departamento médico é o desenho da operação. É a meta, a liderança, a clareza de papéis, a previsibilidade da jornada. É ali que o cérebro adoece ou floresce”
Tneuro: o método que conecta neurociência, gestão e conformidade legal
A consultoria atende empresas em frentes complementares: diagnóstico organizacional 360°, mapeamento de fatores de risco psicossociais (FRPRT) exigidos pela NR-1, desenvolvimento de lideranças com base em neurociência, avaliação psicológica no contexto organizacional, e estruturação de indicadores de desempenho. O diferencial, segundo Julia, está em entregar um trabalho que serve simultaneamente a três interlocutores que historicamente não se conversam dentro das organizações: RH, Saúde e Segurança do Trabalho e Jurídico.
O olhar científico sobre saúde mental e trabalho está consolidado na produção acadêmica de Julia. O autoral no livro “Entre a Excelência e a Exigência: Acreditação e Trabalhadores”, de autoria solo de Julia, disponível na Amazon, é uma obra investiga uma tensão pouco discutida no debate corporativo: o que acontece quando a busca legítima por excelência operacional ignora o custo humano dos processos. Em ambientes hospitalares submetidos a certificações como a ONA, e em qualquer organização orientada por padrões agressivos de qualidade, o livro mostra como a linha entre excelência e exigência se torna tênue e como a saúde mental das equipes paga o preço quando essa linha é ultrapassada.

Essa pesquisa ganhou desdobramento, a pesquisadora assinou, ao lado de Isabelle Rocha Arão e Kátia Barbosa Macêdo, o capítulo “A Certificação ONA e seu Impacto na Saúde dos Trabalhadores”, publicado na coletânea “O Trabalho que Floresce ou Adoece: Desafios em Tempos de Precarização”(Editora IF Goiano). A obra reúne pesquisas do programa de Psicodinâmica do Trabalho e analisa como diferentes contextos organizacionais sustentam ou comprometem a saúde de quem trabalha.

“Excelência e exigência são coisas diferentes. Excelência constrói, exigência desgasta. Quando a empresa não distingue uma da outra, transforma seus melhores profissionais em casos de adoecimento. Esse é o ponto cego que a neurociência permite enxergar e que a gestão estratégica permite corrigir”
A virada que separa empresas reativas das estratégicas
Mais do que se preparar para uma fiscalização, Julia defende que o momento atual é uma oportunidade de reposicionar a área de gestão de pessoas no organograma estratégico das companhias. Empresas que se anteciparem, segundo ela, vão sair do ciclo reativo, apagar incêndios de turnover, absenteísmo e ações trabalhistas, e entrar em um ciclo preditivo, em que dados de saúde mental viram input para decisões de negócio.
“As empresas que vão liderar a próxima década não serão as que oferecem mais benefícios. Serão as que entenderam que cuidar do cérebro de quem trabalha é a forma mais sofisticada de gerar performance. Esse é o trabalho que a Tneuro faz: transformar gestão de pessoas em ciência aplicada”
— finaliza a MS. Julia Nonato, fundadora da Tneuro.
DIAGNÓSTICO 360° EM GESTÃO DE PESSOAS
A Tneuro abriu uma janela exclusiva para empresas que querem entrar em conformidade com a NR-1 e, ao mesmo tempo, transformar a área de gestão de pessoas em vantagem competitiva. O Diagnóstico 360° Tneuro é uma análise integrada que avalia cultura, lideranças, fatores psicossociais, saúde emocional das equipes e maturidade dos processos de RH entregando à liderança um mapa do que prevenir, do que corrigir e por onde começar.
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62 9265-6464 / www.tneuro.com.br
SOBRE A ESPECIALISTA
Ms. Julia Isabel Silva Nonato é psicóloga, mestra em Psicologia, doutoranda em Psicologia, Autora, gestora hospitalar e professora universitária em cursos de graduação e pós-graduação. Possui pós-graduações em Psicologia Organizacional, Avaliação Psicológica e Psicodiagnóstico, Gestão de Projetos e Gestão da Qualidade e Auditoria. Pesquisadora dos processos de saúde e adoecimento no âmbito laboral, é fundadora da Tneuro – Consultoria de RH, especializada em neurociência aplicada à gestão de pessoas.




